O diretor do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF) Newton Batista participou, na manhã dessa segunda-feira (14), de reunião com gestores da Secretaria de Saúde e com o deputado Jorge Vianna (PODE), que discutiu soluções para dar continuidade aos serviços no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), após intercorrências na tubulação do hospital no último domingo (13) e segunda-feira (14).
Devido aos problemas, um plano de contingência foi adotado para os próximos dias e algumas áreas do hospital precisaram ser isoladas e passarão por reformas, com um prazo médio de 15 dias. Durante esse período, as emergências das clínicas cirúrgica e de ortopedia terão o funcionamento parcialmente desativado. Os atendimentos à população em alguns casos emergenciais serão remanejados para outros hospitais da rede pública.
Além disso, para atender à demanda da região, concentrada temporariamente no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) por conta da situação, haverá a movimentação de servidores do HRC para darem suporte na unidade. Será disponibilizada uma média de 40 horas de técnicos em enfermagem.
Problemas recorrentes
Problema recorrente em grande parte das unidades de saúde do Distrito Federal, a falta de contrato de manutenção predial acarreta em estruturas físicas decaídas, o que se torna uma ameaça não somente à vida de usuários, como de trabalhadores.
“Ainda bem que não houve algo mais grave no HRC. As unidades hospitalares não passam por reformas há anos e precisam urgentemente de melhorias para que os profissionais executem suas funções com decência. Se vão cobrar dos trabalhadores, precisam ao menos dar condições de trabalho. Do jeito que está, tanto o servidor quanto a população ficam prejudicados”, disse o diretor Newton Batista do Sindate-DF.
No início deste mês, os diretores do Sindate estiveram no HRC e averiguaram os problemas no Centro de Material e Esterilização (CME) que, além da falta de pessoal, a estrutura também não comporta os cerca de 40 profissionais que trabalham no local.
Entenda o caso
No domingo (13), o rompimento de uma tubulação causou um vazamento de água no bloco cirúrgico. A água caiu em cascata e alagou o local. Pacientes tiveram de ser realocados e transferidos para outros hospitais. Em virtude do problema, a ala da enfermaria da clínica cirúrgica foi desativada.
Já nesta segunda-feira (14), um funcionário que realizava a manutenção do telhado da unidade hospitalar deixou uma telha cair na tubulação da sala de raio-x, causando o rompimento dos canos. Os atendimentos foram suspensos, mas restabelecidos no início da tarde
Texto: Leandro Montes
Edição: Rayane Fernandes

