Em visita ao Hospital Santa Lúcia, na manhã desta sexta-feira (12/01), a direção do Sindate conversou com os técnicos em enfermagem que relataram supostas irregularidades quanto a forma de tratamento da chefia, em determinados setores do Hospital.
Cobranças excessivas e perseguições constantes foram uma das principais queixas dos trabalhadores, pois segundo os técnicos em enfermagem, ao recusarem a assumir pacientes de outros colegas, sem conhecimento prévio da situação, a advertência é garantida.
“Quando nos recusamos a fazer o procedimento, o enfermeiro rotineiro grita com a gente na frente dos pacientes e dos outros colegas, e no final ainda recebemos advertência da enfermeira supervisora do setor”, conta o profissional.
Essa é apenas uma das denúncias feitas pelos trabalhadores, de acordo com eles, três profissionais estão afastados com quadro depressivo e muitas colegas foram coagidas e expostas na frente de funcionários e pacientes pelo enfermeiro rotineiro do Pronto Socorro. Os trabalhadores reclamaram também do repouso, que fica em um espaço pequeno e não atende toda a demanda. “Temos que descansar de dois em dois em um colchão de solteiro, além de não ter banheiro”, relata.
Uma das técnicas em enfermagem contou ao sindicato que uma antiga supervisora sugeriu a ela que fizesse uma dieta para poder deitar na cama, pois a cama poderia não suportar o peso dela. “É tanta humilhação, é tanta perseguição que o que dá de entender é que eles fazem isso para querer que a gente peça demissão, não tem outra explicação”, conta emocionada, Jozilane Oliveira.
Outro ponto observado pela direção do Sindate foi a questão das revistas das técnicas em enfermagem que são feitas por um homem na porta do hospital. A direção entende que se é para ter revista, todos os colaboradores devem ser revistados, e se forem revistar bolsas femininas, que esta seja realizada por uma mulher.
O vice-presidente do Sindate, Jorge Vianna ficou revoltado com revista no hospital sendo realizada por homens nas bolsas femininas. “Há pouco meses atrás estivemos em um grande hospital e falamos sobre a imoralidade das revistas, e agora chegamos aqui e vemos homens revistando mulheres. Isso só mostra o quanto os donos de hospitais não têm medo da punição, e eles sabem que não pode, isso está no Art. 5º da Constituição”, afirma Vianna.
A direção do Sindate informa que irá solicitar uma reunião com a direção do hospital para tratar sobre as supostas irregularidades mencionadas pelos profissionais.
Ascom Sindate-DF

