Em mais uma atitude de perseguição contra os servidores, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF) tenta de todas as formas cobrar os valores já recebidos pelos trabalhadores referente a Gratificação de Atendimento Móvel de Urgência (GAMU), usando um argumento descabível de que os trabalhadores receberam tais valores indevidos quando ainda atuavam nas salas fixas, Centro de Trauma e Neurocardio do Hospital de Base.
O que a Secretaria de Saúde esconde é que tanto o Centro de Trauma como a neurocardio eram salas específicas de atendimento do SAMU. Assim, nenhum servidor que ali trabalhava foi cedido ao Hospital de Base e, a prova mais contundente é que quando o Hospital de Base virou instituto nenhum servidor do Samu pôde continuar no hospital, todos foram encaminhados para atuar em viaturas e na rádio operação.
A diretora do Sindate e servidora lotada no Samu, Josiane Jacob lembra que os servidores não foram cedidos para o Hospital de Base, do qual nunca foi dado a opção de escolher, simplesmente foram colocados para prestar serviço no hospital, no entanto, a equipe é exclusivamente do Samu.
“Todos nós participamos de treinamentos para continuarmos atuando no Centro de Trauma e, nossa lotação sempre foi no Samu, ou seja, somos exclusivos do Samu e não do Base. O que a SES está fazendo é uma perseguição aos servidores que durante anos se dedicaram para dar o melhor atendimento à população”, afirma a diretora.
GAMU
A GAMU é uma gratificação paga aos servidores do SAMU no percentual de 20% de gratificação sobre o vencimento, observada a jornada de trabalho de cada categoria em exercício no SAMU. De acordo com o Art. 37 da Lei 4470 de 31 de março de 2010, é devida a Gratificação de Atendimento Móvel de Urgência, aos servidores que desempenham suas atividades exclusivamente no SAMU.
A direção do Sindate convoca todos os servidores para que procurem o departamento jurídico do sindicato para receber as orientações necessárias quantos aos procedimentos que serão adotados posteriormente.
Ascom Sindate-DF

